Corpo ou fruto proibido?
Todos detemos mãos, braços, ombros, pernas e tornozelos - e ninguém se choca quando vê um vestígio de pele de uma destas partes do corpo. No entanto, a coisa já muda de figura se introduzirmos zonas íntimas. O constrangimento é tão considerável que até evitamos de designar os órgãos pelos seus respetivos nomes. Falamos dos genitais, as regiões absolutamente proibidas, que só os mais privilegiados têm direito a ver (mas não sem a antecipação de um momento de receio e suspense). Observar, ou mostrar, estas partes do corpo - seja no ecrã ou presencialmente - é analisado pejorativamente como depravação, é um acto de revelação que socialmente deveria ser exclusivo. Mas nem sempre foi assim. Mesmo após a introdução do vestuário no dia-a-dia de povos pré-históricos, muitas sociedades não abandonaram a nudez enquanto prática regular e perfeitamente normalizada. Tanto que, na Grécia Antiga, o nu era associado à perfeição divina (não é por acaso que muitas das representações de deuses e heróis e...